
Não bastasse a tragédia no Haiti, o Brasil recebeu a notícia de que a Drª. Zilda Arns Neuman, fundadora da Pastoral da Criança, havia perecido no terremoto. Quase não acreditei quando vi a notícia, tamanho o impacto que ela me causou. Zida Arns era uma pessoa fantástica. De forte fé católica, permaneceu inabalável e firme em suas posições contrárias ao aborto, à eutanásia e à pesquisa com células tronco embrionárias, recebendo por causa disso diversas críticas de pessoas que não dão o valor que a vida merece. Enquanto algumas mulheres arrogam a si um falsa "autonomia reprodutiva", enquanto os insensatos clamam pelo" direito à morte digna", no caso da eutanásia, enquanto cientistas ignoram que o embrião fecundado já é vida, Zilda Arns dizia seu sim à vida, promovendo ações simples, mas que fizeram extraordinária diferença. Quem nunca ouviu falar do soro caseiro e da multimistura? foram ações da Pastoral, levadas á cabo por Zilda Arns, e que salvaram mais de 1,5 milhão de crianças só no Brasil. Além disso, Zilda Arns conciliava perfeitamente a sua atuação social com a sua religião, sem cair na senda do proselitismo. Assim, foi uma católica militante, que deixou um legado indelével na história do Brasil. Zilda Arns se foi. Morre a mulher, mas fica o exemplo e o trabalho de uma mulher que, com atitudes simples e modestas fez toda a diferenã. Obrigado, Zilda Arns!
