
Em época de Copa do Mundo é chique ser brasileiro, é elegante sair às ruas vestindo as cores de nossa bandeira, é pop colocar bandeirinha no carro, em casa. Mas e agora que isso acabou, será que ser patriota vai continuar sendo algo elegante?
Curiosamente ou providencialmente, as Copas do Mundo sempre caem em ano de eleição presidencial (isso após a redemocratização). Não seria melhor sairmos de verde e amarelo durante as eleições, e colocar nosso coração brasileiro para funcionar na frente da surnas, ao invés de apenas em frente à uma televsão por 90 minutos?
A situação política do Brasil não é das melhores. Apesar de gozarmos de uma relativa estabilidade política, temos a corrupção em vários níveis dominando o nosso país de cima a baixo. E a nossa atitude, qual é? Reclamar em casa e votar nas mesmas figurinhas na eleição.
Historicamente, passamos por dois períodos ditatoriais, em que o direito ao voto era cerceado. Aliás, o voto no Brasil sempre foi um bibelô frágil. De 1824 até 1891 havia o voto censitário, que excluía a maioria esmagadora da população. De 1891 até 1934, as mulheres, maioria do eleitorado, não podiam botar. Até 1988 a proibição se extendia aos analfabetos. O voto só veio a se tornar realidade universal em 1988. Até lá, muitos não tinham esse direito. O Brasil já passou mais de 30 anos sem eleições, mas nunca deixou de ir à Copas do Mundo. Guardemos um pouco desse nosso patriotismo e de nossa brasilidade para as eleições de outubro. É melhor para o Brasil!
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